Hoje recebi meu diploma, é engraçado, porque desde que você faz a inscrição no vestibular o seu objetivo é pegar esse pedaço de papel que diz que você pode trabalhar como um profissional qualificado, no meu caso como comunicóloga, mais especificamente como jornalista. Mas então, se o objetivo destes quase quatro anos era justamente receber este diploma, por que tanta vontade de chorar? Emoção? Acho que não.
Junto com o diploma recebi o Histórico de Graduada, duas folhas daquele papel vagabundo que a universidade compra com a lista das disciplinas que cursei e as respectivas notas (tanta raiva de um 7,6 em Tópicos de Radiojornalismo, quem cursou entende!), mas agora eu me pergunto quantas páginas seriam necessárias para fazer um histórico mais fiel a tudo que aconteceu comigo nestes 43 meses, 29 dias e 19 horas em que fui aluna da UFPB? Com certeza bem mais do que a CODESC recebe em um mês.
Nostalgia, o sentimento é mais ou menos esse, por que quando eu coloquei os olhos naqueles documentos, devidamente carimbados e assinados, tudo que aconteceu na minha vida acadêmica passou em um único flash na minha mente:
Telefonema: “Vilma tu passou! Acabei de ver teu nome, pro segundo período!”
1º dia de aula: “Por que você escolheu Jornalismo?”... “Tu é de onde? Onde é que fica isso?”
Cotidianamente: “Bora pro Fitch!”... “Muda o sentido do jogo que eu tenho uma carta de lascar!”... “Como assim é pra entregar amanhã?!”... “Tô sem pauta, arranja uma pra mim!”... “Festa na casa de Monique”... “O signo é composto por um símbolo, um significado e um significante daquilo que representa”... “Pic-nic na casa de Thadeu”... “Vamo pra costinha esse fim de semana?”... “Depois tu faz esses relatórios”... “Evinha pediu pra assinar a lista”... “A câmera tá com que grupo?”... “Manda as fotos pra mim”... “Eita! Bola de fogo!!”... “Tu sabe onde fica o Laboratório de Energia Solar? Eu tenho que entrevistar um professor de lá”... “Tudo certo já!”... “Bando de catreva!”... “Eu tenho bomba/ você não tem/ sem ADE eu não sou ninguém/ chaci de frango não sou mais não/ 7 melhores/ sou gostosão!”... “Ta ti co ta ta”... “Jesus é Preto!”... “Por que tudo que é extra é um acréscimo”... “Tem choquito docinho?”... “Tudo que há de mais muderno!”... “que soy rebelde!”... “A fina flor do bugari”... “ãããinn!!! São bento!” “Urso polar da África comendo marshimellows mamãe!!!!!!!!!”... “Ow coração!”... “É isso que dá ser rico e famoso!”... “Boca de treme terra!!”... “Coloquem as máscaras que Maçarico vai falar!”... “Athirce!”... “Não, Bira, ela tá só brincando!”...
Como se fosse um mosaico, tantas lembranças e sensações condensadas em um só sentimento: AMIZADE! O diploma pode até ter sido o motivo, mas a amizade foi o sentido!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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6 comentários:
oooooowwwww Vilma, como diria Lebana: "tô com os zói chei d'água..." Ainda nem tenho esse bendito canudo na mão, mas já sinto essa mesma nostalgia! Aquele Decom fica tão vazio, tão silencioso sem os jornaletos... O Fitchi nem é mais o mesmo... Foram 4 anos de convivência intensa! E passou tão rápido...=/
pois vamos tratar de entrar todos como graduados em RP pra animar o Decom a noite!!!! afinal a nossa saudade é só da universidade já q as festas e muídos continuam!!!!!! e vão continuar por muuuuuuuito tempo!!!
carambaaaaaaa, vilma, me vi relembrando tudoooooo, cada segundo das coisas que vivenciamos e espero que essas lembranças nunca sejam apagadas!!!!Pq será impossível imprimi-las num papel!
Oooowwwwwwnnn, Viiiiiiiiiiiiiiiilma, tb enchi o zóio d'agua! Pow, que sacanagem é essa? Fikei bem triste agora...
Ow Jesuuuus!
Que saudadona que bateu agora...
=(
Nossas brincadeiras, surtos, manias, preocupações, alegrias: a nossa vida ficou mais colorida quando encontramos uns aos outros.
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